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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Códigos QR com malware

O sistema operativo móvel Android volta a ser vítima de um ataque por malware, o que não é de estranhar, tendo em conta que, do total dos programas maliciosos para smartphones (sem J2ME) detectados desde o dia 1 de Agosto de 2010 até ao dia 31 de Agosto de 2011, 85% foram desenhados para atacar plataformas Android. Desta vez, a Kaspersky Lab detectou novos Códigos QR maliciosos que têm por objectivo atacar o popular sistema operativo móvel.

Mas, afinal, o que é um Código QR? De acordo com a definição da Wikipedia, trata-se de um sistema para armazenar informação numa matriz de pontos ou um código de barras bidimensional, inicialmente concebido para a indústria automotiva. Os códigos QR são cada vez mais populares, sendo utilizados em banners, revistas, transporte e insígnias, para proporcionar um rápido e fácil acesso a determinada informação. Um código QR tem uma considerável capacidade (em comparação com os códigos de barras tradicionais) e pode guardar 7089 símbolos numéricos ou 4296 alfanuméricos, o que é mais que suficiente para guardar textos ou endereços URL.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Kaspersky alerta para perda de dados em Wi-Fi de aeroportos

Os cibernautas que utilizam os pontos de ligação Wi-Fi nos aeroportos para aceder à Internet arriscam-se a perder dados como passwords, nomes de utilizador ou informação financeira, alerta a Kaspersky Lab.
 
Os utilizadores das transportadoras aéreas usam os PCs portáteis para enviarem e-mails, consultar páginas Web ou até visitar o perfil no Facebook antes dos seus voos. Deste modo, quase todos os aeroportos já contam com zonas de ligação Wi-Fi.

A empresa de segurança informática explica que informações importantes como passwords, nomes de utilizador ou informação financeira, na maioria dos casos não estão encriptados, o que «significa que qualquer um pode interceptá-los com fins maliciosos», sublinha o perito em segurança Dmitry Bestuzhev, da Kaspersky Lab.

O ideal é optar por uma ligação VPN (Rede Privada Virtual), embora muitos administradores de serviços públicos de ligação à Internet bloqueiem este acesso para se assegurarem que «a sua rede não será usada com objectivos mal-intencionados».

Ao limitar a ligação nos hotspots apenas às redes Wi-Fi, permite-se que os cibercriminosos consigam lançar ataques «man-in-the-middle», em que «o hacker adquire a capacidade de ler, inserir e modificar à sua vontade as mensagens trocadas entre duas partes, sem que nenhuma delas de aperceba que a ligação entre si foi, na verdade, violada», refere a Kaspersky.
É na sequência deste tipo de cibercrimes que se tem assistido a um aumento do número de celebridades a quem foram roubadas contas no Facebook, entre outras situações semelhantes. 

O que fazer se a VPN está bloqueada?
Nalguns casos, uma ligação SSL (reconhecível através das letras https no início da barra de endereços) pode ajudar. Deve-se, assim, escrever https:// seguido do nome de domínio antes de visitar qualquer página Web. E, quando a página é carregada, devemos comprovar que o certificado utilizado na encriptação é válido e nos remete para a página Web verdadeira. 

Outra solução é usar uma ligação Ethernet por cabo em vez de uma ligação Wi-Fi. Muitos locais públicos dispõem deste tipo de conexão, que é muito mais segura.
Em todo o caso, se a ligação for feita a partir de um local público, o melhor é mesmo não consultar quaisquer serviços de banca electrónica ou de pagamento electrónico, já que a obtenção dos dados que dão acesso a estes serviços é o grande objectivo dos ciber-delinquentes. 

Fonte